– Olá mestres e aventureiros, sejam bem vindos a coluna da Guilda onde estudaremos e apreciaremos as riquezas naturais de diversos mundos. Eu sou Raul e serei seu guia nesta viagem. Deixem lá fora as cruzes e as estacas e venham comigo!

A ambientação é um dos pilares do RPG e disso já sabemos. Valorizar esse pilar enriquecerá a campanha e aprofundará a imersão dos jogadores. As possibilidades de ambientes em uma campanha são infinitas, somente limitadas pela imaginação, mas o conhecimento sobre o tipo de ambiente expandirá seus horizontes e possibilidades vertiginosamente.

Explore melhor os ambientes

Um ambiente rico não é só aquele descrito em muitos detalhes e palavras, mas também aquele que apresenta aos jogadores possibilidades de ação e exploração. Deixe de lado a ideia de que o ambiente é só um pano de fundo para um combate e abrace-o como uma grande caixa de areia. Permita que os jogadores usem a caixa de areia e brinquem com ela durante o jogo. Já pensou em ver seus jogadores envolvidos com a descrição de um ambiente de tal forma, que idéias criativas surjam espontaneamente e cenas memoráveis aconteçam? É disso que estamos falando aqui, das riquezas que um ambiente legal pode agregar para nossas campanhas de RPG.

Torne o ambiente vivo

Não use um ambiente monótono e previsível, mas busque apresentar ambientes vivos e dinâmicos. O ambiente deve responder aos estímulos externos sem deixar aquela sensação de que existe por causa dos personagens. Não prenda seus jogadores a um roteiro e não prenda o cenário aos jogadores. Permita que eles explorem as possibilidades e aceite inclusive suas sugestões, pois muitas idéias loucas virão das conjecturas e indagações feitas pelos jogadores. E antes e acima de tudo, divirta-se com o desenrolar das coisas. Você perceberá que nem só de monstros se faz uma aventura e que um ambiente bem trabalhado pode render horas de aventuras eletrizantes.

Verossimilhança

Como vimos, apresentar uma região viva é muito legal, mas fazer com que os elementos do cenário interajam de maneira coesa deixa tudo mais legal ainda. Conhecimentos em biologia, ecologia, geografia e botânica podem ajudar muito na construção de uma narrativa realista, mas não estamos falando de realismo aqui.

A palavra chave aqui é verossimilhança.

Como ainda estamos falando de RPG, procure balancear o realismo com a fantasia. Use o conhecimento que você já possui para construir um cenário possível e crível dentro da proposta do jogo. Use algo que já tenho visto em um documentário ou até mesmo aprendido na escola, mas não limite sua criatividade por nada. O cenário precisa ser vivo, dinâmico e verossímil, mas ainda assim deve ter uma atmosfera fantástica e instigante. Sua savana pode parecer mais real se você tiver feito um safari na África, mas colocar duas luas e umas rochas estranhas não farão seu cenário menos crível e adicionaram um elemento fantástico interessante.

Vi e vivi por muitos mundos e eras. Vi lugares e criaturas que até mesmo Cthulhu duvidaria!

Conhecimento nunca é demais

Por fim, quanto mais você souber sobre o ambiente que deseja inserir no jogo, melhores serão os ganchos e insights que você dará aos jogadores. Quem já jogou uma aventura narrada por um mestre escoteiro sabe do que estou falando, mas ninguém precisa ser um indiana Jones ou Tarzan para descrever ambientes irados. Uma pesquisa rápida no wikipédia ou em outros sites de RPG pode ajudar bastante e foi pensando nisso que criamos a  coluna Biologia Fantástica aqui na Guilda.

Meu objetivo é trazer artigos com dicas sobre ambientação selvagem, cenários, terrenos, ecologia, plantas e animais em posts futuros. Abordar a ecologia de um bosque mágico, deserto mortal ou uma tundra inóspita, pode ser mais divertido e recompensador do que se espera e juntos vamos viajar nesses assuntos.

Eu perguntaria o que você achou da minha coluna na Guilda, mas já está amanhecendo e preciso me recolher por motivos de sobrevivência. De qualquer forma, eu agradeço pela visita, pois sangue novo nunca é de mais.

Então, Eu e a Luar, minha pequena Moon Dog, estamos à sua disposição. Comente se tem alguma sugestão para coluna, afinal a GdM existe por causa de vocês!

 

Raul, o vampiro hippie