Olá companheiro, fico feliz em ver que retornou a guilda novamente.

Feche a porta ao entrar, fique a vontade e vamos logo ao que interessa, antes que amanheça!

Como sempre fazemos nesta coluna, vamos falar sobre algumas espécies que podem inspirar boas histórias. Hoje falaremos sobre fungos, que até 1969 eram considerados vegetais, porém não são nem plantas, nem animas. Possuindo seu próprio reino, os fungos possuem um somatório de características que os distinguem dos outros reinos. Vamos começar nossas indicações.

1 – O Brilho da vida (Mycena chlorophos)

 

Esse é o Mycena chlorophos, também conhecido no Japão como yakoh-take (cogumelo-de-luz-noturna), ele é uma espécie da família Mycenaceae. A característica mais interessante dessa espécie é que os seus cogumelos são bioluminescentes e emitem uma pálida luz verde. Encontrados em diversos países, inclusive no Brasil. Eles se desenvolvem em ambientes florestais, sob restos de madeira, como troncos e ramos mortos. A sua bioluminescência permanece durante cerca de 3 dias, o qual passado este período, deixa de ser observável a olho nu.

 

No escuro, Mycena chlorophos apresenta bioluminescência verde.

Agora vamos pensar nas possibilidades que podemos aplicar ou nos inspirar com o Mycena chlorophos. Um cogumelo brilhante, no meio de uma floresta, até parece algo saído de “Pandora” ( planeta do filme “Avatar”). Podemos pensar em usa-lo como um elemento raro, usado em alguma ritual ou sendo um componente de alquimia ou para alguma magia. Talvez seja um fungo que reage a magia, iluminando-se com a presença dela, ou talvez só cresça em lugares que sofreram influencias magicas. Podendo ser uma alternativa para aqueles personagem que não possuem perícias arcanas, para descobrirem através desses cogumelos a influencia de magia no local.

Essa espécie facilita muito o meu trabalho de coleta, ainda mais eu que só saio a noite!


2 – O Fungo sangrento ( Hydnellum peckii)

Encontrado na América do Norte, e na Europa, esse é conhecido como fungo sangrento. Ele recebe esse nome devido a sua seiva vermelha que sai dos poros, assemelhando-se muito ao sangue. Outras pessoas podem até dizer que a seiva se parece com calda de morango, porém não é considerado comestível, devido ao seu sabor e textura ruins. Sua seiva também é conhecida por ter propriedades anticoagulantes semelhantes á heparina.

Encontrado na América do Norte, na Europa e já foi visto em partes da Ásia

 

Hydnellum peckii

Essa aparência “arrepiante”  pode ser usada em descrições de florestas amaldiçoadas, no belo estilo dark fantasy . Você pode usa-lo apenas como elemento narrativo, enriquecendo a narrativa de horror, ou usando como um componente para algo que os jogadores precisam coletar. Seja qual for a forma que você escolher, é inegável a singularidade desse espécime.

Ele pode até não ser comestível, mas a sua aparência me abre o apetite… por sangue !


3 – Marionetes de fungo (Ophiocordyceps unilateralis)

Para fechar com chave de ouro, vamos falar de um exemplar muito interessanteou como gosto de me referir a ele, o fungo “zumbificador”. Trata-se de um gênero de fungos parasitas. Dentro desse gênero existem outras espécies que infectam insetos específicos, mas hoje vamos falar do Ophiocordyceps unilateralis. Essa espécie infecta especificamente formigas, que após serem contaminadas sofrem algumas alterações comportamentais graças ao fungo. Ele é capaz de se infiltrar no sistema nervoso da formiga, e uma vez lá, ela faz o que ele mandar. Além da mudança na locomoção da formiga, que fica com o andar “desengonçado” como de um zumbi,  o fungo influencia a formiga a ir para um lugar escuro e úmido onde e formiga irá morrer, para que ele possa se desenvolver e espalhar seus esporos, completando assim seu ciclo de vida.

Não é tão difícil imaginar o estrago que esse fungo poderia causar em um mundo fantástico, claro que com aquela boa pitada de rpg. Vamos substituir formigas por outras criaturas de uma floresta, e até mesmo por seres humanos. Um fungo capaz de controlar aqueles que ele infecta, e que a medida e cresce em seu hospedeiro maior é o seu controle sobre ele. Você pode levar para um lado investigativo, tendo como mistério a “zumbificação” de pessoas e animais da região, e quem sabe levando a um grande fungo central responsável por tudo. Além de poder adicionar a situação, que um dos integrantes está contaminado, e é uma questão de tempo até que ele perca o controle de seu próprio corpo.


Então mestre, espero que tenha curtido as idéias e sugestões de hoje. Se você teve uma ideia ou visão diferente, compartilhe conosco nos comentários e diga-nos o que você achou.

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O Sol está nascendo e infelizmente não temos mais tempo para conversar, se me dão licença, vou me recolher aos meus aposentos. E como é de costume, fechem a porta ao sair, pois alguém sempre esquece  ela aberta!