2º reporte de campanha de Thordezilhas, com direito a diário de bordo em PDF.

Este post foi totalmente idealizado e escrito por Mônica de Faria

RPGista, mãe e matadora de Tarrasque nas horas vagas!

Obrigado por colaborar com a Guilda dos Mestres

Uma semana depois da primeira sessão, a campanha continuou. Para essa aventura, criei duas cidades no litoral de Lusitan, onde a história se passou, baseadas em cidades reais de Portugal: Porto e Vila Nova de Gaia. Essa experiência foi muito legal, pois exigiu pesquisas e conhecimentos diferentes. Costumo dizer para os meus alunos que o primeiro e mais importante passo para criação é a pesquisa, ainda bem que resolvi seguir meus próprios ensinamentos, ou me sentiria uma professora charlatona (rs).

Enfim, revirei caixas de mapas de viagens, fui para o grande senhor Google das informações e seu discípulo Google Maps, muitas anotações, papel quadriculado, trabalho, criatividade, tempo envolvido e voi lá: as cidades saíram e fiquei bem satisfeita com o resultado!

Porém, não é só de sucessos que as preparações são feitas, muitas falhas também. Apesar de jogar RPG há muito tempo e já ter mestrado várias vezes antes, há tempos que não mestrava (por tempos, realmente considerem muuuuito tempo), então me considero uma mestra novata e cometi erros de novata… Como na primeira sessão foquei muito no roleplay e planejei um combate fácil, desta vez quis fazer um combate mais intenso. Sério, fiz tudo errado, mas deu pra contornar.

Capítulo 2 – Vila de Gaia

 

Os jogadores chegaram a uma cidade simples, mas próspera, devido às inúmeras caves de vinho de propriedade, em sua maioria, de anões talentosos nos negócios e na fermentação de uvas. Aportaram nas docas na costa, alugaram uma carroça para carregar os itens, conseguidos no saque anterior, a serem vendidos e pegaram uma estrada que levava à sede do local. Pelo caminho estavam sendo atrasados por comerciantes que levavam uma gaiola com 3 cocatrizes ferozes, até que um “homem”, acompanhado de mais cinco os interceptam acusando Macário (personagem do Pedro) de ter o roubado num jogo de cartas.

Calcular esse encontro foi complicado e desastroso: primeiro porque eu já tenho um bom número de jogadores (seis); segundo porque tinha mais dois NPCs , sendo que um deles destoava em nível (mais alto). Daí pensei um bandido 3DV por jogador mais as cocatrizes (pra fazer o real desafio, tendo mais dois NPCs), até poderia ter dado certo se não fosse uma questão: a mesa é online.

Foi um desastre em vários sentidos!

As coisas demoram mais online, então a batalha se estendeu demais, ficando cansativa e dispersando os jogadores; devido aos requisitos tecnológicos da situação, o Bruno (jogando com o anão Flint) teve problemas com queda de internet e ficou fora todo o combate; dois jogadores também estavam com azar desgraçado nos dados (isso faz parte), o que fez demorar mais ainda. Usei recursos de jogadas de moral para fazer inimigos fugirem (não ia simplesmente faze-los sumirem, já havia apresentado todos antes de a internet do Bruno cair), mas não foi suficiente, demorou demais.

No final teve a mosqueteira do grupo (personagem do Lucas) fugindo e tirando NPC da batalha, NPC aliado caindo (não morreu por muito pouco) queimado pelas Mãos Flamejantes do mago do grupo (personagem do Marcelo), dois bandidos e uma cocatriz fugindo. Não que não pudessem vencer o combate, mas estava demorado demais, os jogadores e eu estávamos cansados. Aprendi muito: para mesa online não aposte em número de inimigos, provavelmente seja melhor um número reduzido com mais DVs, testarei isso em breve…

Cocatriz, ou como alguns preferem… Frango de bruxo!

A questão é, com combate tão demorado, não tive tempo de colocar em ação outras ideias que tive para aquela aventura, terei que diluir de outras formas, paciência. Ainda assim, algumas coisas deram certo.

Após a luta, os jogadores foram até a cidade levar o NPC moribundo a um curandeiro e se instalaram numa taverna local. O mago resolveu ficar para trás para coletar componentes das cocatrizes mortas, o que me deu espaço para inserir um plot. São Richard*, capitão do Lágrima de Leviatã, abordou o mago dizendo que sua embarcação precisava de ajuda, pois havia sofrido uma emboscada recebendo graves avarias. Pediu a ele que entregasse um bilhete e um mapa à capitã.

*Agradeço ao queridíssimo David Dornelles (autor de Araruama, as verdades de Turunã) por me pedir para usar o personagem criado por ele para o Esquadra dos Malfeitores e por me ajudar a criar alguns plots além de dar ideias fantásticas!

 

Na taverna, Flint retorna sem saber o que aconteceu com ele (pretendo usar o sumiço da queda da internet do Bruno como plot) e recebe um código de uma garçonete que ele não faz ideia do que seja. Muito roleplay fechando com um belo e longo diálogo entre Allister (o mago, Marcelo) e a Capitã, para lavar minha alma.

Enfim, é só fazendo que a gente aprende. No final consegui quase todos os meus objetivos na aventura, mas o erro de mecânica fez com que eu não me sentisse realmente satisfeita e considero que a sessão foi insuficiente. Faz parte. Por outro lado, de maneira improvisada, consegui colocar os ganchos necessários para a continuação. O que espero? Não cometer os mesmos erros daqui pra frente e continuar mantendo o tom divertido das aventuras (isso realmente me salvou no final). O esforço compensa, mesmo quando dá errado. Risos. Pra fechar, continuo o diário da capitã. Até a próxima viagem, marujos!

Minha frase para essa sessão foi: na vida real, os erros é que dão XP. E como errei, mas é assim que se aprende!

Arte do jogador Lucas Melo, para ser a bandeira do navio do grupo.

 

Diário de bordo da capitã

Repetindo a dose, temos mais um trecho do diário de bordo da capitã Míriel, mostrando os eventos sob ponto de vista da NPC. Segue abaixo o PDF (2 páginas) falando sobre os acontecimentos que se desenrolaram nesta sessão.

Download: GDM-Diario-Vibora-Escarlate-2.pdf (140 downloads)

 

Assim terminamos mais reporte de campanha

Esperamos que volte para ler os próximos!