Report de campanha com uso da aventura do ODday’16!

Saudações a todos!

Cheguei ao que seria a singela ideia inicial: narrar a aventura do ODDay 16 após me solicitarem logo que terminamos o ODDay17. Falei sobre isso no primeiro relato: ao pegar a aventura e reler Thordezilhas: Sabres e Caravelas sugeri expandir a campanha e todos se empolgaram, aqui estamos. Ainda assim, decidi utilizar a Maldição da Garra da Mantícora no meio da campanha, assim como outra aventura pronta (por sugestão do David Dornelles), a Ilha das Escamas Malditas, muito, mas muito adaptada à minha história, porém isso é daqui a pouco…

Capítulo 5 – A Maldição da Garra da Mantícora

Na verdade este relato cobre as duas sessões que foram necessárias para narrar a aventura, achei melhor organizar desta maneira que dividir uma história em dois. As sessões ocorreram dias 05 e 12 de fevereiro de 2018.

Primeira questão: como inserir a aventura pronta? Não foi tão difícil. Antes dos imprevistos acontecimentos da última aventura, o grupo já tinha o objetivo de chegar numa ilha para recolher suprimentos e para isso teriam que atravessar o local. Porém, como sempre libero ideias entre as sessões, coloquei um dilema: a vida da capitã estava por fio, necessitando cura mágica, o que não havia no pequeno vilarejo, precisando chamar um clérigo. Sabendo da necessidade e que, provavelmente a capitã odiaria ser salva por um clérigo, caberia ao grupo tomar uma decisão. Quando apresentei o problema, imaginei sendo levado a todos, porém o Marcelo, jogando com o imediato Allister, optou por assumir a responsabilidade do comando e tomou a decisão mais maluca possível (e eu adorei): a ideia de chamar um clérigo seria inviável, portanto buscaria outros meios e criou (com minha permissão) toda uma lenda sobre um item que seria capaz de fazer isso.

Assim eu misturei a lenda que o Marcelo criou com a Ilha das Escamas Malditas e a bagunça estava completa! A decisão foi atravessarem a Garra da Mantícora (única passagem) e tentarem encontrar (por sorte) a Ilha, depois passariam noutra ilha que já era o objetivo deles e voltar. Quando Allister contou ao resto do grupo os planos, inseri “Uthren” e as coisas seguiram naturalmente.

Novos personagens e novas desconfianças

Deixei algumas pulgas atrás da orelha para o personagem do Natan (Alexander), que gerou mais um atrito no grupo que eu não esperava nem queria. Também foi dado o contexto para a apresentação de mais um personagem/jogador: Caedrim (Gabriel), um elfo naufrago que tentava, sem êxito, sair da Garra da Mantícora. No mais, os desafios pareceram fáceis devido o tamanho do grupo e eles estarem um nível acima do sugerido para a aventura, decidi manter assim e “turbinar” o chefão…

Foi divertido ver os jogadores desconfiarem de tudo! Entendo isso como envolvimento.

Suspeitaram de Uthren desde o início, obrigando-o a acompanha-los (sem mais spoliers, a aventura é pública e pode ser encontrada aqui  ). Na segunda sessão também entrou o personagem do João (Max), um mosqueteiro antigo conhecido de Allister que buscava encontrar o mago para ajudar em objetivos pessoais. Até aí, tudo tranquilo.

Novo problema: dois personagens novos causando desconfiança, tretas no grupo ainda surgindo e eu precisando controlar varias ações simultâneas devido ao número de jogadores. Me perdi muito em vários momentos, mas deu certo. Chegou a acontecer de eu pedir iniciativa simplesmente pra organizar as ações, acabei dividindo de forma diferente e, ufa, foi!

Jogadores, estejam prontos!

Os desafios, como eu esperava, estavam razoavelmente fáceis, mas não me importei pois queria focar em outras coisas. No mais, a aventura correu bem até perto do final, quando enfrentei um problema comum aos mestres: o jogador despreparado.

Estava tarde, muitos jogadores cansados e decidiram continuar somente porque faltava apenas o “chefão”. Eu estava cansada também, o que piorou um pouco as coisas. Chegamos ao último combate do jogo e um dos jogadores novato no sistema, não havia lido as regras nem definido seu equipamento, me perguntando sobre isso na hora. Confesso que me irritei. Estava cansada, jogadores cansados e tive que improvisar os dados das ações deste personagem. No final, dei uma “forçada” para o combate acelerar, tive sorte nas minhas rolagens e encerrei da melhor forma possível. Tanto isso aconteceu que um outro jogador veio falar comigo sobre isso ao final da sessão. Mesmo assim, o saldo foi positivo. Ainda bem! Risos.

Diário de Bordo da Capitã

Como da outra vez, o diário de bordo não será da capitã Míriel Smaragd, mas do contramestre Hans Van der Linden (NPC), uma vez que a capitã está fora de ação.

Download: GDM-Diario-Vibora-Escarlate-5