Venham conhecer esse jogo que é um estouro!
Você lembra do jogo Zuma do seu Xbox 360 ou Ps3? Ou melhor, do Candycrush do seu celular? Pois bem, este é o conceito do Potion Explosion da empresa Horrible Games, não se engane, com um nome desses não se pode esperar muito, mas a empresa mostra para que veio tanto na qualidade como nas regras.

Cada jogador recebe sua ficha de mesa onde se pode depositar até duas poções, cada poção tem os requisitos, estes definidos em bolas das cores azul, amarelo, vermelho e preto, todas no formato de bolinhas de resina bem frágeis (se tudo der errado você ainda pode bater aquela partida saudosa de bolinha de gude com os amigos). As esferas são distribuídas em uma plataforma inclinada com 5 fileiras.

Se você jogou você teve uma boa infância (momento saudosismo de facebook).

Durante seu turno, o jogador tem de tomar uma das esferas a partir da plataforma: se nos deslizes que se seguiram duas esferas de uma mesma cor colidem uns com os outros, formando um grupo de duas ou mais bolas da mesma cor, o jogador que executou a ação pode remover para seu pool de distribuição todas as esferas que se chocarem (BUM! Essa é a explosão das poções), distribuindo pelas poções nas cores correspondentes, ou guardando em um pool reserva de três slots. Interessante que o deslize pode dar origem a uma reação em cadeia, com mais choques entre bolas homólogas, podendo formar verdadeiros combos de movimento. Porém o formato do jogo impede longas estratégias, valorizando a percepção e impulsividade dos jogadores da mesa.

Voltando a mecânica, as esferas assim obtidas são utilizadas para completar as poções, que proporcionam pontos de vitória quando completadas, outrossim, cada grupo de poção tem habilidades especiais que podem ser utilizados uma vez no jogo (depois de usada a poção fica virada que nem as cartas de magic, mas ainda valem os PV no final do jogo).

Se não me engano os efeitos são: pegar duas esferas adjacentes de cores diferentes da mesma fileira, pegar uma esfera de cada cor da ultima fileira horizontal, roubar as esferas da reserva do amiguinho (o preferido da minha mesa), pegar uma esfera adicional, e repetir qualquer um dos efeitos aqui listados. Para que o jogo não trave, na possibilidade remota de não haver combinações, o jogador você pode pedir o auxílio do professor, onde pode pegar uma esfera adicional (antes ou depois do seu movimento), ao custo de dois pontos de vitória: desta forma, é possível preparar múltiplas colisões de bola.

As regras para conclusão do jogo são: Quando um jogador completa a terceiro poção de um tipo (sendo este tipo sua habilidade especial) ou 5 poções diferentes, ele receberá um token de prêmio, sendo a quantidade desses tokens definidas pelo número de jogadores, logo, quando acabarem esses tokens o jogo termina e é feito a contagem dos PVs, quem tem mais pontos ganha.

Por fim, meu parecer é positivo, principalmente pela velocidade e simplicidade do jogo. Por outro lado, o elemento habilidades especiais das poções limita um pouco o público infantil de ter acesso ao jogo, eu o testaria com os pequenos sem os efeitos de poção (mesmo tirando boa parte da graça).

Seguindo um caminho horrível (pelo lado bom).

Como já explanado o jogo pertence a empresa Horrible Games, esta mesma empresa lançou o kickstarter em maio de 2017 o Board Game Alone (https://www.kickstarter.com/projects/horriblegames/alone-3).

Tive o prazer de receber o jogo completo no final de 2018, com ótima qualidade e gameplay interessantíssimo (3 overlords contra um jogador sozinho). Assim que conseguir fazer ele ver mesa farei um review do mesmo.

Alone Board Game