Alguns dos jogos que amamos e que não deveriam sair de moda
Micro Review de jogos antigos que tive, tenho ou gostaria de ter tido.

Tenho: Esses são os jogos que por algum motivo (acumulação) não consigo me livrar.

D&D Dragon Quest

Um Proto-RPG, como falar dessa caixinha da grow que mal conheço e já considero pacas. O jogo basicamente te entregava todos os componentes simplificados para jogar D&D básico, separando os heróis, itens, monstros e magias em cartas (todos com artes lindas do D&D dos anos 80 e 90), acompanhados com um livro de regras fininho (de fazer qualquer manual de ameritrash passar vergonha), uma aventura pronta (claro que você iria salvar a princesa do dragão) e cinco miniaturas de plástico. Não conheço o material introdutório do d&d atualmente, mas é melhor que a quantidade absurda de jogos de tabuleiro da franquia que não tem nada de d&d no dna (gigantes administradores e lordes de Waterdeep colecionadores de cubinhos).

Curiosidades:

– As miniaturas são originalmente da empresa Ral Partha games;

– A arte do herói Glorin o elfo é na verdade Tanis o meio-elfo de Dragonlance;

– A arte que ilustra o livro regras é a capa original do livro Streams of Silver (traduzido pela devir como rio de pratas) de R. A. Salvatore, segundo livro da trilogia The Icewind Dale;

– A arte da carta de personagem do canto inferior esquerdo é do Gray Mouser,de Lankhmar. (Obrigado Rafael Nicoletti)

Battletech

Jogo de mechas da Fasa, passou pela mão da Wizkids (onde virou clix), e atualmente esta com a The Topps Company, Inc que reciclou o material original. Tem um lore fascinante, onde afasta toda buroseira japonesa e nos coloca em um mundo de guerra eterna onde a principal arma são os mechas.

O jogo flui bem devagar pros padrões atuais, mas ainda diverte bastante ir destruindo o coleguinha sem pena. O material antigo e atual são muito bem feitos, seja pela arte cyberpunk ou pelas miniaturas com design único. Existe um rpg (mechwarrior ou classic battletech rpg) que pode ser combinado com o jogo aumentando consideravelmente a diversão e a imersão no mundo das guerras de sucessão.
Curiosidades:

– Inicialmente o jogo se chamava battledroids na primeira edição, mas alguém lá do rancho Skywalker posicionou o super laser advocatício da estrela da morte para fasa e ela mudou o título do jogo para battletech;

– O design original dos mechas Stinger, Shadow Hawk, Archer, Griffin, Warhammer, Phoenix Hawk, Marauder, Crusader, Wasp, Rifleman e Merlin foram todos copiados dos animes Macross (ou Robotech), Fang of the Sun Dougram e Crusher Joe. Depois de uma série de processos e proibições os mechas citados foram retirados das edições seguintes, e até mesmo foi lançado um livro reapresentando os mechas com novos design. Eles podem ser conferidos no seguinte link.

– Existem vários vídeo games ambientados no mundo de battletech seja para genesis, snes, pc, Xbox e alguns mods criados por fãs;

Tive: Esses são os jogos que consegui uma versão mais moderna e só assim garanti que eles não fossem para o túmulo com este que vós fala.

Hero Quest


Foi o Santo Graal da minha coleção. O pai dos Dungeon Crawlers, tive a versão brasileira, porém alguns anos atrás adquiri a versão inglesa de 1989 com miniaturas (que na versão nacional são apenas as figuras impressas em papelão) e baralho de itens.
Eu diria que era um proto-rpg, uma porta pra molecada dos anos 90 entrarem nessa vida de crack e feitiçaria. No jogo um jogador assume a função de MOCAR (ou Zargon na versão tupiniquim) administrando à narrativa, armadilhas e monstros, enquanto os demais jogadores joga com os heróis Bárbaro, Anão, Elfo e Mago. Tem uma campanha e o jogo teve 3 expansões, infelizmente no Brasil só uma foi traduzida. O jogo envelheceu mal comparado com os trocentos DC no mercado.

Curiosidades:
– Classes novas foram trazidas pela revista dragão Brasil (minotauro, fada, amazona e centauro);
– O jogo conta com uma comunidade ativa www.yeoldeinn.com, com novas aventuras, classes e regras;
– Tudo indica que é ambientado no Warhammer fantasy;
– Um empresa que não tinha os direitos tentou lançar um remaker pelo kickstarter, mas ai o povo recebeu o encontro aleatório com um advogado dos deuses do caos;
– O jogo teve uma versão digital para MS-DOS, Amiga, Amstrad CPC, ATARI ST, Commodore 64, ZX Spectrum. Contando com uma continuação para AMIGA e AMIGA CD32, HeroQuest II: Legacy of Sorasil, com novas aventuras e classes de personagens.

Dungeons & Dragons: The Fantasy Adventure Board Game

Lançado em 2002 pela Hasbro, é basicamente um HeroQuest do d&d Terceira edição, com os personagens icônicos como heróis: Jorzan o clérigo, Regdar o guerreiro, Mialee a elfa maga, Lidda a halfling ladina.
A grande diferença com heroquest era que tinha cenários externos em florestas e pântanos, um tabuleiro modular e ate miniaturas de papelão das arvores e pilastras. Bonito e ótimo pra molecada iniciante.


Curiosidade:
– Os mesmo heróis apontados são personagens pré-criados do jogo Temple of elemental evil e aparecem em várias artes do jogo;
– Mais uma vez sobre os personagens, eles são ilustrados em várias artes dos livros do d&d terceira edição;
– O jogo só foi lançado em mercado europeu.

Space Hulk 1ª e 2ª Ed


Minha primeira incursão no universo cinza e sombrio do ano 40K onde só existe guerra, Space Hulk é um jogo com atualmente 4 edições (que ainda possuo duas), onde um jogador controla um pelotão de fuzileiros espaciais super soldados gigantes condicionados ao fanatismo da fé ao imperador-deus da humanidade usando uma armadura mais gigante ainda (ufa!).
Este pelotão precisa se aventurar nos corredores escuros e apertados de uma nave gigante apelidada de Hulk, que fica no espaço space, por isso space hulk (nada do gigante esmeralda vestido de astronauta).


O outro jogador controla uma horda de xenos que não respeitam os orifícios de suas presas chamados genestealers, e tem o objetivo de aniquilar (ou coisa pior) o pelotão de fuzileiros. O jogo é sobre tensão, onde as miniaturas dos fuzileiros são visíveis no tabuleiro e os xenos se movem invisíveis por intermédio de tokens de “Ping!”, onde quando revelados esses tokens podem conter de 0 à 5 xenos. Logo os xenos que só tem ataques corpo a corpo precisam enganar suas presas, que são focadas no ataque a distância. É um jogo tenso e com uma ótima campanha.

Curiosidades:
– A primeira edição teve duas expansões, uma que adicionava híbridos xenos com ataques a distância e outra que adicionava novos fuzileiros;
– O jogo teve várias encarnações no formato de videogames, e todos tem em comum a imensa dificuldade;
– O jogo é de 1989 e tem várias semelhanças com o filme Aliens de 1986, seja nos personagens fuzileiros espaciais em situações de fuga e tiroteio, ou nos aliens que não tem respeito pela integridade física e sexual de suas vítimas;
– A game workshop é conhecida pelo seu longo lore envolvendo seus produtos, e em space hulk existe todo um ciclo de infecção e procriação dos genestealers. Esse lore também é aproveitado no nas campanhas, onde focam em eventos históricos envolvendo os conflitos de fuzileiros e os genestealer, vide a saga dos Deathwing.

Gostaria de ter tido: Esses são os meus sonhos de consumo da infância duradoura e permanente.

Dark Tower

Quando morei no Paraguai, no período de 1984 a 1986, uma diversão à parte era folhear os catálogos de compras que as lojas “importadoras” distribuíam para os clientes, eram catálogos dos EUA, que apresentavam desde roupas, armas de fogo, brinquedos e jogos. Folheando um desses atrás dos famigerados bonecos de star wars que conheci Dark Tower, e só dez anos depois conseguiria colocar as mãos nesse jogo de tabuleiro.


Era um board game eletrônico, daqueles que fazem um barulho parecido com uma máquina de café expresso para mostrar uma figurinha, uma torre negra se erguia no meio de três anéis desenhados no tabuleiro, você como o herói representado por uma miniatura de plástico tinha que passar por esses anéis avançando de level e enfrentando inimigos que a torre definia.
Como citei consegui um desses emprestado de um amigo que tinha no começo dos anos 90, porém quebrado, com o acordo que se eu consertasse podia ficar com o jogo de tabuleiro, pois então, não concertei e ele não foi meu. Segue o link do vídeo da bagaça: https://www.youtube.com/watch?v=DKOOkqDzVxM

Curiosidades:
– O jogo é uma nota no ebay, podendo ser achado até por $ 700;
– Existem alguns app que simulam o jogo para android e IOS: Droid Tower.

Dark World

Um Heroquest ambientado no universo do rpg The Dark Eye, com monstros diferentes, com direito a paredinha para dungeon. Nunca vi um desses ao vivo, mas é bem charmoso pra quem gosta de coisa antiga.

Curiosidades:

– Os vídeo games drakensang, blackguards 1 e 2 são ambientados no mesmo universo que dark world.

Não perca a oportunidade e deixe nos comentários quais jogos de tabuleiros vocês tem na sua coleção, teve ou gostariam de ter.